Começamos essa conversa sobre espumantes prometendo falar
sobre os vinhos espumantes produzidos no Brasil. Depois de vermos algumas informações sobre a história, o método de produção e o perfil sensorial dos vinhos
espumantes, chegou a hora de fincarmos os pés no solo brasileiro. A proposta
pode parecer um disparate, para quem não está muito familiarizado com a
produção vinícola nacional. Afinal de contas, a gente cresceu ouvindo que no
Brasil só se fazia vinho de baixa qualidade, e que bons mesmos eram os vinhos
dos nossos vizinhos hermanos ou dos países europeus. Não é isso?
Não, não é isso. A produção de vinhos finos no Brasil tem
melhorado dramaticamente de qualidade nas últimas décadas, o que reflete os
investimentos no setor e a pesquisa dos melhores terroirs e das variedades de uvas mais adequadas aos nossos solos e
climas. Hoje temos regiões que produzem bons vinhos, alguns dos quais têm
obtido projeção internacional. E se há uma coisa na qual os especialistas em
geral concordam, é que a produção de espumantes de alta qualidade é uma das
maiores (senão a maior) vocação do terroir
brasileiro. Portanto, se você tinha preconceito contra os vinhos nacionais,
reveja seus conceitos, passe no empório mais próximo, compre uma garrafa de um
espumante nacional e abra para seguir acompanhando esta matéria! Um brinde!
A Serra Gaúcha
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Imigrantes italianos com
suas vinhas em Bento Gonçalves.
Fonte: http://www.bentogoncalves.rs.gov.br/ |
O estado que mais se destaca na produção de vinhos no Brasil
é hoje o Rio Grande do Sul. Ele se localiza em uma região bastante próxima da
faixa de latitudes consideradas ideais para a viticultura (entre os paralelos
30º e 50º) e tem condições climáticas adequadas para o cultivo de uvas.
Ademais, é uma região de povoamento marcado pela chegada de imigrantes alemães
e principalmente italianos, que trouxeram consigo o hábito de produzir e beber
o vinho. Pronto: estavam dadas as condições para que a vinicultura se
desenvolvesse na região. Os alemães introduziram as primeiras mudas da
variedade Isabel na região – videira forte e vigorosa, mas que resulta em
vinhos de qualidade inferior –, e os italianos expandiram a produção nas duas
últimas décadas do século XIX. Com o tempo, no século XX, a região foi migrando
para variedades aptas a produzir vinhos de melhor qualidade.
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As principais regiões
produtoras de vinho do Rio Grande
do Sul. Os espumantes se concentram na Serra
Gaúcha.
Fonte: http://www.academiadovinho.com.br/
|
O Rio Grande do Sul apresenta quatro sub-regiões produtoras
de vinho: a Campanha Gaúcha, a Serra do Sudeste, a Serra Gaúcha e os Campos de
Cima da Serra. A mais antiga – e mais adequada à produção de espumante – é a
Serra Gaúcha. Por muitos anos, os vinicultores se debateram contra as
intempéries da serra tentando produzir vinhos de variedades tintas. Contudo, o
clima da região tem algumas particularidades que dificultam a tarefa: trata-se de
uma região chuvosa e úmida. Para piorar, as chuvas ocorrem tradicionalmente no
verão, no período que antecede imediatamente a colheita das uvas (que ocorre
entre janeiro e março). Isso faz com que não ocorra a plena maturação e a
concentração de açúcares nas uvas, resultando em vinhos de alta acidez. Clima
inadequado para a plena maturação das uvas, vinhos ácidos em excesso. Você,
leitor que está acompanhando esta matéria desde o começo, lembrou de alguma
coisa? Pois é: o clima da Serra Gaúcha tem várias semelhanças com o da região
de Champagne. Semelhanças no clima, semelhanças nos vinhos.
Não tardou para que os produtores radicados na Serra Gaúcha
percebessem o enorme potencial da região para a produção de vinhos espumantes
de alta qualidade. A renomada casa francesa Möet & Chandon, produtora da
região de Champagne, escolheu a região para estabelecer uma subsidiária (a
marca possui quatro subsidiárias ao redor do mundo: na Austrália, nos EUA, na
Argentina e no Brasil), fixando-se na região de Garibaldi em 1973. Um dos
técnicos contratados pela Chandon Brasil foi o chileno Mario Geisse, que em
1979 deixou a gigante para fundar sua própria vinícola, pesquisando
minuciosamente o que ele acreditou que seria a localidade ideal para a produção
de espumantes de alto padrão. Geisse se estabeleceu em Bento Gonçalves,
município vizinho de Garibaldi. Daí em diante, os espumantes da região só
ganharam cada vez maior notoriedade. O vale localizado entre os dois municípios
passou a ser conhecido como Vale dos Vinhedos. Em 2001, depois dos esforços
conjuntos dos produtores da região e de muita pesquisa, o Vale dos Vinhedos
conseguiu obter a Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos, primeiro passo
para que a região tenha, futuramente, uma DOC (denominação de origem
controlada). Para o público cervejeiro, uma denominação de origem controlada pode
parecer uma besteira, mas não é (e faz todo sentido no mundo dos vinhos): ela
implica o estabelecimento de um perfil de produtos mais adequados ao clima da
região e um órgão regulador capaz de monitorar o padrão de qualidade dos vinhos
elaborados naquele terroir. Uma DOC
Vale dos Vinhedos, hoje já em implantação, certamente vai contribuir para
impulsionar a fama dos vinhos nacionais no país e no exterior.
Três espumantes do Vale dos Vinhedos
É dessa pequena região localizada entre os municípios de
Bento Gonçalves e Garibaldi que vêm os três espumantes sobre os quais quero
falar aqui. Trata-se de produtos renomados, consistentemente bem avaliados
pelos especialistas: qualquer um dos três, portanto, configura não apenas uma
boa opção para conhecer o Vale dos Vinhedos, como também uma ótima escolha no
vasto universo dos vinhos espumante para quem pretende conhecer um pouco desse
tipo de vinho. São espumantes de um patamar de preços intermediário, entre os
R$ 60 e os R$ 80 – não estão nem na faixa inferior de preços, e nem são os
produtos mais caros e exclusivos de seus respectivos produtores. Além disso,
são substancialmente mais baratos que espumantes importados do mesmo patamar de
qualidade. Acredito que se situem em uma faixa de preços relativamente confortável
para o público cervejeiro, acostumado eventualmente a gastar até R$ 50 numa
long neck em uma ocasião especial.
O primeiro espumante é, sem dúvida, o mais conhecido do público.
Carro-chefe da Chandon Brasil (subsidiária da famosa produtora da Champagnes
Möet & Chandon), o Chandon Réserve Brut
é elaborado a partir da assemblage de
vinhos de base das variedades Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico. As
duas primeiras são castas de uvas tradicionais da região de Champagne; a
terceira, uma variedade que tem se adaptado bem ao clima do RS. O Chandon Brut
é elaborado pelo método Charmat – uma inusitada escolha para uma empresa de
Champagne, berço do método champenoise
ou tradicional. A vinícola tem como filosofia privilegiar a qualidade dos
vinhos de base, e não enfocar a refermentação e as características de autólise,
de modo que o método Charmat lhe permite obter a melhor expressão das uvas, e
não necessariamente do processo.
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O Chandon Réserve
Brut apresenta coloração dourada clara, talvez a mais intensa dos três
vinhos analisados aqui, perlage fino e espuma de pouca persistência. O aroma é
direto, limpo e convidativo, não reservando muitas surpresas. Em primeiro plano
encontra-se o frescor das frutas cítricas, como limões e abacaxis (estes,
típicos da Chardonnay), tornando-o um espumante bastante frutado e alegre, o que
condiz com o método Charmat. Ao fundo, as leveduras imprimem um discreto aroma
de frutos secos, com destaque para nozes. Na boca é possivelmente o mais
amigável dos três, apresentando uma doçura na entrada (sem exageros),
desenvolvendo depois uma acidez precisa, comportada, e conduzindo a um final
medianamente seco. O corpo é mediano, com textura levemente cremosa, muito
agradável. Trata-se de um espumante na medida para agradar a todos: limpo,
fresco, amigável, refrescante e muito agradável de se beber. Tem potencial para
agradar um público mais amplo, principalmente por ser menos seco que os demais.
Contudo, para mim, ele tem pouco destaque aromático e pouca personalidade. É
tudo o que se espera de um espumante correto, mas pouco além disso. Tem excelente
distribuição e pode ser encontrado facilmente na faixa dos R$ 60-70 pela
garrafa grande, ou na faixa dos R$ 20-25 pela garrafinha de 187 ml, para quem
quiser apenas provar ou beber uma solitária tacinha.
O segundo espumante do qual falaremos aqui vem de um dos
mais bem cotados produtores de espumantes do Brasil: a vinícola Geisse. A
vinícola foi formada por Mario Geisse depois que ele se desligou da Chandon do
Brasil, e reflete sua busca pelo terroir perfeito para a produção de espumantes
no Vale dos Vinhedos. Todos os espumantes do produtor são feitos pelo método
tradicional, com tempo mínimo de maturação em garrafa de 24 meses, e a vinícola
planta apenas uvas das variedades Chardonnay e Pinot Noir. São produtos feitos
com esmero, dedicação e cuidado, visando à máxima expressão do terroir do Vale dos Vinhedos. Os
críticos internacionais já indicaram que os vinhos da vinícola Geisse estão em
seu radar e provavelmente seriam os primeiros a serem pontuados no Brasil.
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Fonte: http://www.vinicolageisse.com.br/
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O Cave Geisse Brut,
elaborado com 70% de Chardonnay e 30% de Pinot Noir e com pelo menos 24 meses de
maturação, é o carro-chefe da vinícola. Na safra de 2011, apresentou coloração
muito clara (a mais clara dos três), amarela com uma nuance
esverdeada-acinzentada, com abundância de bolhas bem pequenas e creme
persistente. O aroma é elegante e equilibrado, desenvolvendo-se em camadas.
Rosas, panificação, massa podre e nozes pecã denunciam o longo tempo de
maturação e encontram-se bem equilibrados pelo frescor frutado do limão, um
toque de laranja, um acento de mofo e um final lembrando maçã, que poderia ser
mais delicado. O conjunto lembra uma torta de limão. Não é inteiramente seco,
mas a doçura é muito breve na boca (são 8 g de açúcar por litro, quase no
limite inferior do estilo Brut), seguida por uma elegante acidez predominante e
finalizando com um toque de amargor. O corpo é leve e a textura é provavelmente
seu ponto mais forte, “desmanchando” em bolhas na boca. Espumante vivaz,
bem-resolvido e agradável sem excessos, muito equilibrado, possivelmente o mais
austero dos três. É o mais difícil de ser encontrado dentre os três aqui
apresentados (procure online ou em empórios especializados), situando-se na faixa
dos R$ 70.
O último é um dos rótulos mais caprichados de uma das
maiores vinícolas do Vale dos Vinhedos: a Casa Valduga, situada em Bento
Gonçalves. A Casa Valduga tem desenvolvido uma linha de espumantes de alta
qualidade, feitos pelo método tradicional, com preços bastante competitivos e
convidativos, que vai desde os mais simples, com 12 meses de maturação, até o
exclusivo Maria Valduga. O grupo Valduga ainda é detentor da marca Domno do
Brasil, localizada em Garibaldi, que apresenta uma linha feita pelo método
Charmat, mais barata mas ainda com boa qualidade, intitulada .Nero.
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Fonte: http://www.vinhoparatodos.com/ |
O Casa Valduga 130
Brut é talvez o maior ícone da vinícola. Feito com as uvas Chardonnay e
Pinot Noir, ele passa por um período espantosamente longo de maturação sobre
leveduras, que pode se estender entre 48 e 60 meses (4 a 5 anos!), ampliando as
características associadas à autólise e ao método tradicional. Sua coloração é
amarela-clara, com tons esverdeados, formação de lágrimas (o que nem sempre é
peceptível em espumantes, mas ocorre neste com teor alcoólico elevado de 13%
ABV) e um perlage bem fino, ainda que disperso, encimado por creme persistente.
O aroma é pujante e intenso, testemunhando toda a profundidade do método
tradicional: em primeiro plano, uma explosão de pão fresco, amêndoas e nozes
tostadas, panettone e brioches, que se sente ao abrir a garrafa, antes mesmo de
servir. Seguem-se abacaxis frescos (marca da uva Chardonnay), muitas raspas de
limão, sidra em compota e frutas cristalizadas. Ao fundo, algum cacau torrado,
flores brancas e feno. Complexidade vertiginosa, dá vontade de ficar cheirando
sem parar. Muito correto e equilibrado na boca, com entrada levemente
adocicada, acidez moderada e correta (poderia até ser mais afiada para mim) e
final sutilmente amargo com retrogosto cítrico. Sensação muito leve e cremosa
na boca, desce muito fácil, como se você estivesse engolindo nuvens. O corpo é
mediano para intenso, com textura envolvente e cremosa. Excepcional espumante
nacional, com incrível complexidade aromática e sensação ao mesmo tempo
delicada e envolvente. Talvez seja meu preferido entre os três, sobretudo pelo
aroma. Pode ser encontrado na faixa dos R$ 80, sendo ligeiramente mais caro que
os dois anteriores.
Três espumante de alto nível, que vão te proporcionar a
oportunidade de conhecer o estilo e vão te convencer de que o Brasil tem, sim,
potencial para a produção de vinhos de alta qualidade. É tudo uma questão de
pesquisar a potencialidade de cada um dos nossos terroirs para cada variedade de uva, para cada estilo de
vinificação. Agora, não tem desculpa para não brindar sua próxima data
comemorativa ou sua próxima conquista prestigiando a nossa indústria vinicultora.
Na próxima – e última – parte desta matéria sobre espumantes
nacionais, abordarei um pouco sobre os espumantes rosés, trazendo a degustação de
três rótulos nacionais de bom custo-benefício. Não perca!
4 a 5 anos de maturação!!80 reais talvez nem seja caro, seja uma pechincha. Fico imaginando o preço de uma cerveja brazuca de algum estilo que tivesse metade dessa maturação! Abrç
ResponderExcluirPenso da mesma forma, Gustavo. Desde que comecei a beber espumantes, não me desce a faixa de preços das bières brut (que passam pelo mesmo método) no Brasil. Olha só que coisa: na Bélgica, uma Deus ou Malheur está mais ou menos na faixa de preços de um champagne de entrada (e já são consideradas produtos de luxo). Aqui, no Brasil, uma bière brut de boa qualidade custa pelo menos 5 vezes mais do que um espumante de entrada. Engraçado, não é? E tem só 12 meses de maturação sobre leveduras. Como é que a Valduga oferece um produto com mais de 5 anos de maturação por menos de R$ 100, então?
ExcluirE sabe o que é o melhor? O governo acabou de sancionar uma redução nos impostos sobre o vinho nacional, a partir de uma ação muito bem coordenada dos produtores nacionais, mostrando os benefícios do vinho na saúde e calculando o quanto se poderia economizar no orçamento da Saúde desonerando os vinhos. Resultado? É provável que, em algum tempo, comecemos a ter vinhos nacionais ainda mais acessíveis no mercado. Os produtores de cerveja deveriam aprender com o exemplo.
Abraços,
Alexandre A. Marcussi
Grande Marcussi!
ResponderExcluirTrês perguntas dessa vez:
1) Você cita que o Casa Valduga 130 Brut passa por uma maturação entre 4 a 5 anos, mas ainda assim apresenta um corpo elevado. Como pode isso? A OG (se é que existe essa medida nos vinhos) é tão alta assim?
2) Recentemente passei em um Pão de Açúcar e vi que a gigante chilena Concha y Toro produz espumantes com a marca Casillero del Diablo (gosto muito dos tintos dessa marca). Você conhecia? Já provou?
3) Na minha geladeira tenho um Salton Brut, rótulo azul, elaborado com as uvas Chardonnay e Riesling. 11,5% abv. Comprei em um kit com duas taças, para presentear em um casamento, mas como eu e a patroa esquecemos de levar no dia - acredite - acabou parando na minha geladeira. Ainda não abri. Será que é bom? Você já provou algum Salton? Seria um espumante de qualidade inferior, em comparação com os da prestigiada Casa Valduga?
Abraço.
Claudinei
Olá, Claudinei! Vamos às suas questões:
Excluir1. O corpo de um espumante seco, especialmente um produzido pelo método tradicional, não se mede (apenas) pela quantidade de açúcares residuais. Ocorre que, durante a autólise, as leveduras liberam manoproteínas que tornam a textura mais "carnuda", elevando a sensação de corpo. Sendo assim, o espumante fica cremoso e com textura mais encorpada, ao mesmo tempo em que segue sendo seco. Ele não é encorpado do mesmo modo que uma barley wine ou um típico Malbec argentino, mas sua textura e sua sensação na boca é muito mais envolvente do que a de um espumante jovem.
2. Já provei um dos espumantes da linha Casillero del Diablo (não sei se tem mais de um). É um vinho correto, como toda a linha Casillero, mas sem grandes destaques. Pelo mesmo preço, encontram-se brasileiros de qualidade superior, na minha humilde opinião.
3. O Salton Brut é um espumante de boa qualidade para sua faixa de preços (em torno dos R$ 20-25 fora do kit). É prova de que dá para beber um espumante agradável gastando pouco. Mas não é um vinho especialmente elaborado. Se a intenção é beber num momento de alegria no dia a dia, o Salton Brut cumpre muito bem a proposta. Se a intenção é comemorar uma ocasião especial, sugiro apostar num outro rótulo um pouco mais elaborado. Na faixa dos R$ 30-40, você já encontra um monte de ótimas opções no mercado nacional, como o Casa Valduga Arte Tradicional Brut, o Aurora Brut Chardonnay ou o próprio Salton Reserva Ouro (que já é um espumante mais elaborado e interessante, embora bastante seco, podendo assustar quem não está acostumado). Para o dia a dia, pode ir no Salton comum sem medo, não é um vinho de qualidade duvidosa, não!
Abraços,
Alexandre A. Marcussi
Interessante este lance "durante a autólise, as leveduras liberam manoproteínas que tornam a textura mais "carnuda", elevando a sensação de corpo". Nunca ouvi falar de nada parecido em relação a fermentação cervejeira. Se não me falham os miolos você mesmo já falou sobre autólise em cervejas uns tempos atrás, e sobre determinados compostos indesejáveis que poderiam se formar no processo, mas nada de proteínas... não foi isso?
ExcluirSobre o Salton, não sei ainda quando vou abrir. Quando o fizer, te dou um "parecer" :)
Abraço.
Claudinei
Olá, Claudinei,
ExcluirEscrevi um pouco sobre autólise e sobre as possíveis contribuições positivas do processo quando falei sobre bières brut, lá no comecinho do blog (http://ocrueomaltado.blogspot.com.br/2011/12/bieres-brut-parte-ii-carbonatacao-e.html), e também quando falei sobre os efeitos do envelhecimento sobre as cervejas (http://ocrueomaltado.blogspot.com.br/2012/06/pegando-po-parte-iii-outros-efeitos-do.html). A autólise contribui de forma importante para o perfil sensorial de cervejas envelhecidas.
Abraços,
Alexandre A. Marcussi